Clayson é acusado de agredir policial militar e presta depoimento no Nilton Santos: 'Nem vi quem era'

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da wazamba: O jogo contra o Botafogo terminou mais tarde para Clayson. O atacante do Corinthians foi acusado de agredir um policial militar durante a confusão no fim do jogo desta segunda-feira – vários corintianos reclamaram de um pênalti não marcado em Jô nos acréscimos. Por conta disso, o jogador precisou prestar depoimento no Juizado do Torcedor, ainda no Estádio Nilton Santos, antes de deixar o local.

Clayson deu um tapa no braço de um oficial, que registrou o ocorrido. Após a partida, o jogador ficou cerca de uma hora no Juizado antes de ser liberado. Ainda que de maneira breve, o atacante falou com a imprensa e negou a intenção de agredir o militar.

-Não vi quem era, achei que do quadro de arbitragem, só vi a mão dele e a abaixei, só isso – minimizou.

O técnico Fábio Carille também falou no Juizado, mas como testemunha. O delegado Vinícius Domingos, da Delegacia de Combate as Drogas, mas de plantão no estádio na noite desta segunda, explicou o passo a passo do ocorrido e da burocracia a partir de então.

-Parece que um dos policiais o segurou para que ele (Clayson) não chegasse no árbitro. No ato do reflexo, ele deu um tapa. Nós encaminhamos os policiais para os exames. Vamos analisar todas as imagens e depois vamos encaminhá-las para o Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos para que seja tomada uma decisão final – explicou o delegado.

O ônibus da delegação corintiana esperou Clayson e deixou o Nilton Santos por volta das 23h15. Só 20 minutos depois é que Carille e dirigentes do Timão foram embora, estes de carro. Apesar de ter sido liberado, o atacante acusado de agressão pode ter de retornar ao Rio de Janeiro em breve.

-Pode ser que eles tenham que voltar para uma audiência, com um juiz, caso a gente entenda que tenha acontecido um crime. Caso seja decidido que não ocorreu um crime, vai morrer antes de chegar à justiça. Se chegar na Justiça, ele vai responder por lesão corporal leve – explicou o delegado, antes de concluir:

– Sabemos que os ânimos estavam exaltados. Ele relatou que não tinham intenção de agredir um árbitro ou um policial. A gente pretende encaminhar ainda amanhã – afirmou.

continua após a publicidadeRelacionadasCorinthiansCorintianos se revoltam após derrota e pedem arbitragem mais experienteCorinthians23/10/2017BotafogoJair valoriza atuação em casa e lembra polêmica do primeiro turnoBotafogo23/10/2017CorinthiansPressão, falta de concentração e rival na briga: Carille avalia nova derrotaCorinthians23/10/2017

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