L! Espresso: Como a diretoria do Palmeiras se rendeu às organizadas e virou cúmplice do vandalismo

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da brdice: No ano passado, após um protesto conturbado em frente à Academia de Futebol do Palmeiras, antes de um jogo contra o Flamengo pelo Brasileirão, o presidente Maurício Galiotte divulgou nota oficial afirmando que não permitiria mais que os jogadores se relacionassem com os torcedores uniformizados. Mas o discurso duro, sabe-se agora, era apenas um jogo de cena. Dessa vez, foi o próprio diretor de futebol, Alexandre Mattos, que, com Dudu à tiracolo, foi à sede da Mancha Alviverde negociar um acordo de paz com a principal organizada do clube. Era só o que faltava, uma espécie de rendição da diretoria do Palmeiras. A Mancha vinha exigindo a saída do técnico Roger Machado e deixou de cantar os nomes dos jogadores antes das partidas no Allianz Parque. O encontro aconteceu antes do confronto contra o Sport e, aparentemente, até surtiu algum efeito, houve um clima de apoio ao time antes do jogo, só quebrado pelas vaias após a derrota por 3 a 2. Mas isso é o que menos importa. É inadmissível que um clube com a tradição do Palmeiras se curve dessa que forma. Ao agir assim, a diretoria legitima algo que deveria combater. Protestar é um direito legítimo do torcedor. Mas, vale lembrar, após a derrota de 1 a 0 para o Corinthians no último derbi em Itaquera, vândalos uniformizados atacaram o ônibus do clube e se voltaram com a virulência de sempre contra os jogadores. E, quando os limites são ultrapassados, o que deve valer é a força da lei. Qualquer coisa fora disso, torna-se cumplicidade. Uma perigosa cumplicidade que, não vai demorar muito, vai apresentar uma conta pesada.

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